Calejada. . .
E não é mais a mesma dor...é outra, transformada, mais inteira, de lágrimas e verdades...
é uma dor mais sincera, sem desesperos nem devaneios.... Uma dor mais consciente do fim...
dor mais bonita, pode-se dizer....que se encara de frente, crua... dor que tem buscado o entendimento do tudo vivido...não foge, vive.
Calejou-se
e não mais...
Fragmentos, estrofes, rimas, músicas, literatura, poesia notáveis aos meus olhos e de outros...
sexta-feira, 9 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
O Que Se Quer
Vá
Pode falar
Pode escrever
Eu vou me entregar
No meu lugar
Quem não faria
Diz que é loucura
Diz que é besteira
Mas eu não vou ligar
Não tente entender
E o tempo dirá
A sina é sonhar
Eu pago pra ver
Qual meu lugar
Que a vida é um dia
Um dia sem culpa
Um dia que passa
Aonde a gente está
Mas se eu tenho tanto a perder
Eu perco é o medo
Do que a sorte lê
Sabe que quer
Sabe quem tem
O que se quer
Marisa Monte
Vá
Pode falar
Pode escrever
Eu vou me entregar
No meu lugar
Quem não faria
Diz que é loucura
Diz que é besteira
Mas eu não vou ligar
Não tente entender
E o tempo dirá
A sina é sonhar
Eu pago pra ver
Qual meu lugar
Que a vida é um dia
Um dia sem culpa
Um dia que passa
Aonde a gente está
Mas se eu tenho tanto a perder
Eu perco é o medo
Do que a sorte lê
Sabe que quer
Sabe quem tem
O que se quer
Marisa Monte
sexta-feira, 2 de março de 2012
Adoro...
Surdos de Escola de Samba
Wado
Os surdos das escolas de samba expandem o grave do coração.
Os cegos das escolas de braile esfregam os dedos noutra canção.
Um doce de amor aos pedaços: abacaxi, canela e limão.
Encontram na boca o espaço ao que se presta a sua função.
É lindo. Vai derreter.
Os mudos das escolas de canto esgoelam-se em mais um refrão.
Os mancos das escolas de baile dançam até gastar o chão.
Eu mudo sem os pés nos tamancos
Absurdo com as canelas no céu
Aberto nas janelas do peito
Me aperto nesse abraço seu
Wado
Os surdos das escolas de samba expandem o grave do coração.
Os cegos das escolas de braile esfregam os dedos noutra canção.
Um doce de amor aos pedaços: abacaxi, canela e limão.
Encontram na boca o espaço ao que se presta a sua função.
É lindo. Vai derreter.
Os mudos das escolas de canto esgoelam-se em mais um refrão.
Os mancos das escolas de baile dançam até gastar o chão.
Eu mudo sem os pés nos tamancos
Absurdo com as canelas no céu
Aberto nas janelas do peito
Me aperto nesse abraço seu
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
colho flores pelo caminho...
Jornada
Wado
Se a jornada é o destino
Eu prefiro o mistério
Abraço o mistério
Não vá se entregar
Quem vai chegar
Quem vai partir
Quem vai ficar
Colho flores no caminho
Eu prefiro o mistério
E levo a sério
Não prever demais
Quem vai sorrir
Quem vai pagar
Quem vai sumir
Como as flores
Wado
Se a jornada é o destino
Eu prefiro o mistério
Abraço o mistério
Não vá se entregar
Quem vai chegar
Quem vai partir
Quem vai ficar
Colho flores no caminho
Eu prefiro o mistério
E levo a sério
Não prever demais
Quem vai sorrir
Quem vai pagar
Quem vai sumir
Como as flores
Desejos pra 2012!!! Como a chuva que estia, que várias coisas estiem com o tempo...
"Quero comer, quero mamar
Quero preguiça, quero querer
Quero sonhar, felicidade
É o amor, é o calor
A cor da vida, é o verão
Meu coração, é a cidade..."
Tempo de Estio- Caetano Veloso
Quero preguiça, quero querer
Quero sonhar, felicidade
É o amor, é o calor
A cor da vida, é o verão
Meu coração, é a cidade..."
Tempo de Estio- Caetano Veloso
domingo, 27 de novembro de 2011
Mulher Segundo Meu Pai
Itamar Assumpção
Bem que meu pai me avisou
Homem não sabe, mulher
Falou que seu pai, meu avô
Mulher é o que Deus quiser
às vezes quer uma flor
às vezes só um cafuné
Precisa de muito amor, haja amor
Pra sempre carinho quer
Segundo meu pai
Mulher costuma muito chorar
Suspira pelo que quer a mulher
Mania tem de sangrar
Entrega-se na colher
A quem não vai se entregar
Meu pai falou que mulher,
A mulher deve ter parte com o mar
Bem que meu pai me avisou
Homem não sabe, mulher
Falou que seu pai, meu avô
Mulher é o que Deus quiser
às vezes quer uma flor
às vezes só um cafuné
Precisa de muito amor, haja amor
Pra sempre carinho quer
Segundo meu pai
Mulher costuma muito chorar
Suspira pelo que quer a mulher
Mania tem de sangrar
Entrega-se na colher
A quem não vai se entregar
Meu pai falou que mulher,
A mulher deve ter parte com o mar
Itamar Assumpção
Bem que meu pai me avisou
Homem não sabe, mulher
Falou que seu pai, meu avô
Mulher é o que Deus quiser
às vezes quer uma flor
às vezes só um cafuné
Precisa de muito amor, haja amor
Pra sempre carinho quer
Segundo meu pai
Mulher costuma muito chorar
Suspira pelo que quer a mulher
Mania tem de sangrar
Entrega-se na colher
A quem não vai se entregar
Meu pai falou que mulher,
A mulher deve ter parte com o mar
Bem que meu pai me avisou
Homem não sabe, mulher
Falou que seu pai, meu avô
Mulher é o que Deus quiser
às vezes quer uma flor
às vezes só um cafuné
Precisa de muito amor, haja amor
Pra sempre carinho quer
Segundo meu pai
Mulher costuma muito chorar
Suspira pelo que quer a mulher
Mania tem de sangrar
Entrega-se na colher
A quem não vai se entregar
Meu pai falou que mulher,
A mulher deve ter parte com o mar
domingo, 20 de novembro de 2011
e mais...
"Não iria mais em busca dele.
Enfim ela tomou-se do que fazer.
Era uma decisão aceitada vinda do outro.
Porque a repelia com violência docilizada.
Isso fazia doer mais. Porque era intensão encoberta: só para ele, porque estava tudo ali.
Lido em seus discursos atravessados de um desejo de não poder pegar pra si o que queria.
Ele falseava atitudes porque achava bonito ser livre.
Mas ela não conseguia ver nele essa liberdade.
Ela entendia de outra liberdade. O que gritava era uma querência de mais em menos. Mas podia estar toda errada. Podia mesmo. Ela caíra no esquecimento dos corpos e o que fora dito em movimento se silenciou. Em fim."
Enfim ela tomou-se do que fazer.
Era uma decisão aceitada vinda do outro.
Porque a repelia com violência docilizada.
Isso fazia doer mais. Porque era intensão encoberta: só para ele, porque estava tudo ali.
Lido em seus discursos atravessados de um desejo de não poder pegar pra si o que queria.
Ele falseava atitudes porque achava bonito ser livre.
Mas ela não conseguia ver nele essa liberdade.
Ela entendia de outra liberdade. O que gritava era uma querência de mais em menos. Mas podia estar toda errada. Podia mesmo. Ela caíra no esquecimento dos corpos e o que fora dito em movimento se silenciou. Em fim."
Criações sobre o efeito da dor...Layá...
O QUE FICOU
era possível que daria nisso
mas ela só saberia indo.
e foi, e viu.
era fazer doer
era uma intensão vista.
Ela se afastaria com propósito de querer-se
e isso lhe bastava agora.
Um ponto de fim
uma peça acabada: serás sem mim.
era possível que daria nisso
mas ela só saberia indo.
e foi, e viu.
era fazer doer
era uma intensão vista.
Ela se afastaria com propósito de querer-se
e isso lhe bastava agora.
Um ponto de fim
uma peça acabada: serás sem mim.
sábado, 19 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Fídias que mostrou esse fragmento...e é lindo...
"Ele escreve versos! Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha. - Há antecedentes na família? [...] Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava já a receita para poupança do tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino: - Dói-te alguma coisa? - Dói-me a vida, doutor. O doutor suspendeu a escrita. [...] O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo: - E o que fazes quando te assaltam essas dores? - O que melhor sei fazer, excelência. - E o que é? - É sonhar. "
Mia Couto- O menino que escrevia versos- O fio das miçangas
Mia Couto- O menino que escrevia versos- O fio das miçangas
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
de Layá...lindos escritos...fragmentos de vida...da vida...
De repente o tempo sobrou pra menos
Alguns sentimentos puderam lhe chegar
outros partiram com sua partida.
Viu seu caderninho reacender
porque a tristeza regava sua volta
Apareceu uma fraqueza no seu corpo
uma vontade lenta
um peso curto a respirar
O olhar via ruídos, as pernas encurtaram
Alguma coisa queria sair pra dentro
Aprendeu a se acostumar com o tráfego da vida
E não falaria a ninguém agora, além de si mesma, sobre seus vazios.
Já não cabia compartilhar
brincar com coisa séria
falar onde doía
memórias guardadas
desmanchar no abraço
encontrar os pés descalços
cair no movimento dele
chuveirar de dois
beber coco doce
sem pressa, olhar
Era uma presença ausente.
Acreditava no passado
Ouvia a despedida
Ajoelhava um desejo
eram águas...
Disso que ela fugia desde o começo.
Alguns sentimentos puderam lhe chegar
outros partiram com sua partida.
Viu seu caderninho reacender
porque a tristeza regava sua volta
Apareceu uma fraqueza no seu corpo
uma vontade lenta
um peso curto a respirar
O olhar via ruídos, as pernas encurtaram
Alguma coisa queria sair pra dentro
Aprendeu a se acostumar com o tráfego da vida
E não falaria a ninguém agora, além de si mesma, sobre seus vazios.
Já não cabia compartilhar
brincar com coisa séria
falar onde doía
memórias guardadas
desmanchar no abraço
encontrar os pés descalços
cair no movimento dele
chuveirar de dois
beber coco doce
sem pressa, olhar
Era uma presença ausente.
Acreditava no passado
Ouvia a despedida
Ajoelhava um desejo
eram águas...
Disso que ela fugia desde o começo.
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