Fragmentos, estrofes, rimas, músicas, literatura, poesia notáveis aos meus olhos e de outros...
segunda-feira, 28 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
"
Abri aspas em mim...
"As aspas usam-se aos pares: geralmente como dois sinais gráficos no início da parte de texto destacado, e dois sinais gráficos no fim da parte do texto destacado" Wikipedia
aspas traz fragmento, que traz arte, pensamento, sentimento...angústia, alegria, surpresa, susto..o que se quer dizer que alguém disse...que encontramos em algum lugar, num muro da cidade que seja...que te chamou a atenção mas não veio de você..que saltou aos seus olhos...
e fragmentos me saltam...assaltam...
e taí todo o sentido das aspas " sentido meu...
sinto eu..."
quinta-feira, 10 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
por Alina...tentemos, sem tapeações...
“Ao persuadir o outro de que ele tem o que pode nos completar, nós nos garantimos de poder continuar a desconhecer precisamente aquilo que nos falta. O circulo da tapeação, enquanto que não nomeado, faz surgir a dimensão do amor.”.
Jacques Lacan
segunda-feira, 7 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Descobertas pelo interior de Goiás...cidade de Goiás Velho...encontro com a poesia de Cora Coralina...delicadeza...
" A poesia andava procurando
uma menina que só tivesse o curso primário
e então perguntou:'Você é a Aninha, a menina feia de Goiás?'
'Sou', respondi.
Ao que ela retrucou: 'então nosso encontro será definitivo'.
Eu não procurei a poesia,
ela que me achou."
Cora Coralina
"Casa de Cora Coralina,
Goiás Velho-Goiás"
uma menina que só tivesse o curso primário
e então perguntou:'Você é a Aninha, a menina feia de Goiás?'
'Sou', respondi.
Ao que ela retrucou: 'então nosso encontro será definitivo'.
Eu não procurei a poesia,
ela que me achou."
Cora Coralina
"Casa de Cora Coralina,
Goiás Velho-Goiás"
domingo, 1 de abril de 2012
e veio a pergunta instigante certo dia pela manhã, martelando na cabeça: Qual o fio do seu desejo?
Buscar num novelo fechado,emaranhado, ou numa malha, trama tecida, tesa, inteira
buscar o fio que a desfaça, desenrole e vá...
seguindo um caminho..
Pode a vida ser esse fio...parodiando-a através dele...desse fio...fio do desejo,
de buscar sentido, caminho,ver onde ele vai..ir com ele..até onde?! vai indo...
O que move? O que faz desembolar, puxar, desfazer essa manha, essa malha, esse novelo de vida
qual seu desejo?
VIVER- VI e VER o que tem por aí, nesse mundo, nessa vida afora...
Qual o seu desejo? O que paralisa, move, Co-move, instiga..
buscas pelo fio...por um fio...
para Lilian
buscar o fio que a desfaça, desenrole e vá...
seguindo um caminho..
Pode a vida ser esse fio...parodiando-a através dele...desse fio...fio do desejo,
de buscar sentido, caminho,ver onde ele vai..ir com ele..até onde?! vai indo...
O que move? O que faz desembolar, puxar, desfazer essa manha, essa malha, esse novelo de vida
qual seu desejo?
VIVER- VI e VER o que tem por aí, nesse mundo, nessa vida afora...
Qual o seu desejo? O que paralisa, move, Co-move, instiga..
buscas pelo fio...por um fio...
para Lilian
quinta-feira, 15 de março de 2012
e Lispector, pra dar uma graça ao ar...o ar de sua graça...
Por Não estarem distraídos
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Me descobri aqui, nessa letra...minha verdade
"A música muda você
você muda mais alguém
alguém muda outro alguém
que muda você também
você muda a cada momento
a música muda o tempo
você é um instrumento
a música muda você
pra melhor, pra melhor...
a música muda o corpo
e a dança ajuda a mudança
a música de um outro
desfaz a sua distância
o mundo muda você
os outros te mudam muito
você muda pra crescer
a música muda o mundo
pra melhor, pra melhor...
a música muda o vento
o pé também muda o chão
assim como o pensamento
muda sua sensação
a música muda tudo
e tudo muda você
você é você por que muda
a música ajuda a ser
bem melhor, bem melhor..."
Kaira- em A curva da cintura- Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté
você muda mais alguém
alguém muda outro alguém
que muda você também
você muda a cada momento
a música muda o tempo
você é um instrumento
a música muda você
pra melhor, pra melhor...
a música muda o corpo
e a dança ajuda a mudança
a música de um outro
desfaz a sua distância
o mundo muda você
os outros te mudam muito
você muda pra crescer
a música muda o mundo
pra melhor, pra melhor...
a música muda o vento
o pé também muda o chão
assim como o pensamento
muda sua sensação
a música muda tudo
e tudo muda você
você é você por que muda
a música ajuda a ser
bem melhor, bem melhor..."
Kaira- em A curva da cintura- Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté
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